
O mercado de Cessna Caravan está crescendo no Brasil, disse Bob Gibbs, vice-presidente de vendas de missões especiais da Textron Aviation, esta semana na LABACE 2023. Ministério da Saúde”, disse. “Todas as compras de segurança pública são de ciclo longo, mas todas precisam adicionar aeronaves eventualmente.”
O mercado brasileiro inclui órgãos federais, que precisam de aeronaves modernas para fiscalização. No entanto, as compras de segurança pública são feitas pelos governos estaduais e não pelos governos locais. “Algumas grandes cidades poderiam ter suas próprias [aeronaves], disse Gibbs, “mas depende do estado”.
Referindo-se aos planos da companhia aérea Azul de expandir o serviço regular de 60 para 160 cidades no Brasil, Gibbs afirmou: “Muito disso [será] Caravanas. O investimento brasileiro em infraestrutura deu frutos. A segurança aumentou enormemente na Amazônia com o aumento da cobertura de radar e comunicação.”
Gibbs, que vende aeronaves para o mercado brasileiro há um quarto de século, lembra de uma região amazônica mais arriscada. “Vinte anos atrás, não havia controle de radar – todas as posições eram autodeclaradas”, lembrou ele. Ainda hoje, voar além do horário diurno pode ser arriscado, acrescentou, “porque se Boa Vista estiver fechada, a pista de pouso iluminada alternativa mais próxima pode estar a 300 milhas de distância”.
As caravanas têm sido usadas no Brasil para o transporte regular de passageiros pelo menos desde o início dos anos 1990, sendo a companhia aérea TAM uma das primeiras a adotá-la. A TAM Aviação Executivo é o distribuidor da Textron Aviation responsável pelas vendas do Caravan no Brasil e exibiu um Grand Caravan EX esta semana na LABACE.
“A Caravana não é só brasileira”, disse Gibbs. “Tivemos algumas reuniões com países vizinhos todos os anos em que há uma LABACE.”
Fonte: Richard Pedicini Colaborador- América do Sul / Ain